CUIAS ARTESANAIS
(55) 3313- 1581 ........(55) 9975- 6569
Mate amargo (sem açúcar) que se toma numa cuia de porongo por uma
bomba de metal. Atribuem-se ao chimarrão propriedades desintoxicantes,
particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes.
A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba,
foram ao México "capturar" os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca,
e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a
fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da
América Latina, Assunción del Paraguay.

Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de
suas mulheres, estavam acostumados a grandes "borracheras" - porres
memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte,
acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que
tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia
seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo. Assim, o
chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos
soldados espanhóis.

As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que
eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que
se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras,
com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.

O comerciante Rômulo Antônio, dono da Casa do Chimarrão, em Passo
Fundo, há mais de 20 anos, explica que os paraguaios tomam chimarrão em
qualquer tipo de cuia. "Até em copo de geléia", diz. São os únicos que
também têm por tradição tomar o chimarrão frio... O "tererê" paraguaio
pode ser tomado com gelo e limão, ou utilizando suco de laranja e limonada
no lugar da água.

Antônio explica outras diferenças. Na Argentina e no Uruguai a erva é
triturada, ao contrário do Brasil, onde é socada. Nos países do Prata, a erva é
mais forte, amarga, recomendada para quem sofre de problemas no fígado.

HISTÓRIA